Langsdorff: a expedição fluvial 200 anos depois

Exposição, mostra de filmes e lançamento de publicações revisitam a histórica expedição científica
realizada no século XIX para refletir sobre a crise ambiental contemporânea

 
 

Langsdorff: a expedição fluvial 200 anos depois

Exposição, mostra de filmes e lançamento de publicações revisitam a histórica expedição científica realizada no século XIX para refletir sobre a crise ambiental contemporânea

Em meio ao agravamento da crise climática, ao avanço do desmatamento e às crescentes disputas em torno dos territórios tradicionais, o projeto Langsdorff: A expedição fluvial 200 anos depois lança uma pergunta incontornável: o que foi feito do Brasil percorrido e documentado há dois séculos? Ao marcar o bicentenário da partida da histórica viagem fluvial do Tietê ao Amazonas, em 22 de junho de 1826, a iniciativa transforma uma das mais importantes viagens científicas do século XIX em ponto de partida para refletir sobre os impasses ambientais — e civilizatórios — que definem o século XXI.

Realizado pelo Instituto Hercule Florence (IHF) e pela Documenta Pantanal, em parceria com a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM-USP), o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Centro MariAntonia da USP, o projeto integra exposição na BBM-USP, de 31 de março a 26 de junho de 2026, com curadoria de Francis Melvin Lee (IHF); mostra de filmes dedicada ao cinema ambiental brasileiro, entre maio e junho, com curadoria de Mônica Guimarães (Documenta Pantanal) e lançamento de publicações a partir de manuscritos originais de Hercule Florence, nos dias 22 e 23 de junho.

 
 

exposição

Em um diálogo direto entre passado e presente, a exposição apresenta mais de uma centena de obras que incluem imagens, relatos de viagens, publicações e documentos do século XIX e produções contemporâneas realizadas nas mesmas regiões atravessadas pela expedição. A mostra se divide entre a Sala Multiuso e a Sala BNDES.

Na Sala Multiuso estão registros históricos e reproduções de materiais de Hercule Florence e de outros viajantes e naturalistas dos séculos XIX e XX. Na BNDES, há uma mescla de trabalhos históricos com fotografias de Lalo de Almeida, Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e João Pompeu, que investigam temas como ocupação desordenada, assoreamento, desmatamento, queimadas, conflitos territoriais e a resistência de comunidades tradicionais nas regiões da Amazônia e do Pantanal.


Exposição “Langsdorff: A expedição fluvial 200 anos depois”

Local: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM-USP)
Endereço: Rua da Biblioteca, 21 | Cidade Universitária – SP
Em cartaz: de 31 de março até 26 de junho de 2026 – Sala Multiuso e Sala BNDES
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30; sábado, domingos e feriados, fechado
Entrada gratuita

 

cinema

Mostra de filmes dedicada ao cinema ambiental brasileiro – com destaque especial para a Amazônia e o Pantanal, biomas percorridos há 200 anos pela Expedição Langsdorff –, que pretende inspirar a criação de pontes entre a produção audiovisual, o conhecimento científico e a sensibilização do público para a proteção desses territórios únicos. Com curadoria de Mônica Guimarães, da Documenta Pantanal, a mostra valoriza o olhar múltiplo: pesquisadores, artistas, cineastas e comunidades locais em diálogo pela preservação. Em cartaz entre maio e junho de 2026.

 

publicações

Marcando encerramento do projeto, no mês em que se completam os 200 anos da etapa fluvial da Expedição Langsdorff – que partiu em 22 de junho de 1826 de Porto Feliz (SP) –, será realizado, nos dias 22 e 23 de junho, o lançamento de três publicações, que nascem dos manuscritos e desenhos originais de Hercule Florence, reunindo textos críticos e pesquisas recentes que expandem o legado do artista-viajante e inventor para o século XXI.

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