Jornais destacam estudo apresentado em Oslo sobre as análises físico-químicas de fotografias produzidas há quase 200 anos por Florence, que o colocam definitivamente entre os inventores do processo fotográfico.
A participação do Instituto Hercule Florence na 21ª. edição do ICOM-CC, em Oslo, na Noruega, foi destaque na Folha de S. Paulo e no Estadão.
As reportagens cobriram a iniciativa de levar ao mais importante fórum mundial de conservação de patrimônio o estudo “Remote Visions: Hercule Florence's Photographic Innovations in Brazil” (Visões remotas: as inovações fotográficas de Hercule Florence no Brasil), em colaboração com o Getty Conservation Institute (GCI), o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora e o Instituto Moreira Salles (IMS), que comprova o sistema fotográfico inventado por Florence no século XIX com elementos como prata e ouro.
Na Folha de S. Paulo, a matéria assinada por Silas Martì foi capa da Ilustrada e ocupou as duas páginas centrais do caderno. O jornalista conversou com Antonio Florence, do IHF, e Sergio Burgi, do IMS, em Oslo. Ambos relataram os esforços das instituições envolvidas em aprofundarem as análises dos objetos fotográficos de Hercule Florence, em andamento nos laboratórios do Getty, em Los Angeles.
Burgi afirmou também que “os novos estudos servem para desfazer uma narrativa eurocêntrica que opunha as metrópoles imperialistas e suas colônias, mostrando que o desenvolvimento de certas vanguardas nos trópicos acompanhava as pesquisas na Europa e nos Estados Unidos”.
No Estadão, que também deu uma capa para o assunto, o jornalista Edison Veiga entrevistou Art Kaplan, cientista que lidera os estudos que vêm sendo realizados desde 2022 e o responsável por apresentar o trabalho no 21º. ICOM-CC. Kaplan explicou que as análises desses objetos fotográficos tornaram possível “ir além dos diários escritos de Florence, nos quais ele descrevia suas técnicas, permitindo examinar efetivamente as evidências físicas de seus experimentos”, reforçando que elas “forneceram evidências químicas e estruturais compatíveis com as descrições” do inventor.
A reportagem destacou ainda a relevância das pesquisas do fotógrafo e historiador Boris Kossoy, na década de 1970, para o resgate e comprovação do pioneirismo de Florence na invenção dos processos fotográficos.
Já no Estado de Minas, a matéria escrita por Gustavo Werneck ganhou duas páginas do caderno de cultura e ressaltou como o pioneirismo de Hercule Florence foi fundamental para que hoje milhões de imagens sejam produzidas e compartilhadas em tempo real.
Confira as matérias completas:
Folha de S. Paulo: Estudo reforça pioneirismo do franco-brasileiro Hercule Florence na invenção da foto
Estadão: 'Inventor no exílio', Hercule Florence tem fotografias entre as mais antigas ainda visíveis hoje
Estado de Minas: https://www.em.com.br/cultura/2026/09/7508750-frances-radicado-no-brasil-foi-pioneiro-na-fotografia.html
Getty, Laboratório HERCULES, IHF e IMS apresentam estudo científico que lança nova luz sobre as imagens fotográficas produzidas pelo inventor no Brasil há quase 200 anos.
Quatro instituições de três continentes se uniram para explorar a obra do artista e inventor