A Expedição Langsdorff, chefiada por Georg Heinrich von Langsdorff e financiada pelo Império Russo do czar Alexandre I, foi uma das mais ambiciosas incursões científicas já realizadas pelo interior do Brasil no século XIX. Mais do que mapear rios, coletar e catalogar espécies, a missão buscava compreender um território ainda pouco conhecido pelos centros europeus.
A audaciosa viagem foi realizada em duas etapas: uma terrestre (1821-1825) e outra fluvial (1826-1828), que percorreu mais de 13 mil quilômetros pelos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Grão-Pará, a maior parte navegando pelos rios Tietê, Paraná, Paraguai, Tapajós e seus afluentes.
Estavam entre seus integrantes o botânico Ludwig Riedel, o astrônomo Néster Rubtsov, o pintor Aimé-Adrien Taunay, o desenhista e inventor Hercule Florence – que se estabeleceria no Brasil, tornando-se a principal testemunha desta jornada – e Wilhelmine von Langsdorff, esposa de Langsdorff e única mulher a viajar com o grupo.
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