Ambientalista fala sobre os processos exploratórios na Amazônia e a importância dos sistemas agroflorestais e da floresta em pé para a desaceleração da crise ambiental e combate às desigualdades sociais.
Luiz Villares possui quase três décadas de atuação socioambiental, incluindo 16 anos na Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a maior organização sem fins lucrativos dedicada à conservação da Amazônia. Autor do livro Ecos do Antropoceno, o ambientalista, visitou a exposição Langsdorff: a expedição fluvial 200 anos depois (31/03 a 26/06/2026), na BBM USP, onde gravou um depoimento ao IHF.
Villares explica os processos exploratórios na Amazônia como decorrência do mesmo sistema predatório colonial que fez do Brasil “um provedor de matérias-primas”, e como isto se intensificou a partir do governo militar, com uma ocupação sem precedentes nos últimos 50 anos, que repete um modelo cíclico de “boom-colapso”: exploração dos recursos naturais sem sustentabilidade econômica, financeira e social.
Como alternativa, o ambientalista aponta para a importância de propostas de sistemas agroflorestais sustentáveis e a valorização da floresta em pé no combate às desigualdades, e reforça a necessidade de que as comunidades tradicionais, indígenas e ribeirinhas sejam atendidas em suas demandas por geração de renda, educação, segurança alimentar e saúde.
Villares constata ainda que enfrentamos hoje um paradoxo de propostas muito interessantes, que buscam a qualidade de vida dessas comunidades, competindo com a antiga Amazônia do sistema “boom-colapso” e toda uma dinâmica de ilegalidade que domina a região.
Assista ao depoimento completo:
Assista o depoimento ao IHF de Sonia Guajajara, a primeira Ministra dos Povos Indígenas
Em depoimento ao IHF, o climatologista revisita o legado da Expedição Langsdorff em face à devastação dos biomas brasileiros