Por meio de uma visão decolonial acerca do gênero literário criado pelos viajantes naturalistas no Brasil oitocentista, o artigo mostra não apenas a violência dessas operações, como o silêncio que produziram acerca dos guias que acompanhavam os cientistas.
Figuras essenciais nas expedições científicas, os guias e seus ajudantes são aqui analisados por meio dos textos e das imagens produzidas por dois importantes observadores europeus no Brasil da primeira metade do século XIX, Jean-Baptiste Debret e Hercule Florence.