Mostra fica em cartaz de 19 de agosto a 25 de setembro de 2026, na na Biblioteca de Obras Raras da Unicamp.
A cidade de Campinas recebe, a partir do dia 19 de agosto, a exposição Langsdorff: a expedição fluvial 200 anos depois, em cartaz na Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho (BORA) da Unicamp até o dia 25 de setembro de 2026, com entrada gratuita. Nessa sua primeira itinerância, o público campineiro poderá ver uma significativa parte da exposição que foi realizada em São Paulo, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP (BBM-USP), de 31/03 a 26/06/2026.
Ocupando agora a BORA, importante espaço de circulação cultural-artística dentro da Unicamp, a mostra ganha especial relevância por se relacionar diretamente com a história de Campinas, cidade que o artista e inventor Hercule Florence (1804-1879) escolheu para se estabelecer após o término da Expedição Langsdorff.
Ao percorrer a exposição, os visitantes são instigados a olhar para a rica iconografia produzida por Florence no século XIX, com registros dos lugares por onde a missão científica passou, e confrontá-la com os olhares contemporâneos de fotógrafos como Lalo de Almeida e João Pompeu, que provocam o espectador a refletir sobre as transformações ocorridas nessas paisagens no intervalo de 200 anos, resultando na crise ambiental e climática que vivemos hoje.
A iniciativa integra as comemorações dos 60 anos da Unicamp e é um dos destaques da programação do 16º Festival Hercule Florence, em uma parceria da BORA com o Instituto Hercule Florence (IHF), o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Herbário UEC (MDBio-Unicamp), com apoio da Pró- reitoria de Extensão Esporte e Cultura da Unicamp.

Exposição Langsdorff: a expedição fluvial 200 anos depois
Local: Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho (BORA) da UNICAMP
Endereço: Rua Sérgio Buarque de Holanda, 441, Cidade Universitária “Zeferino Vaz” – Distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP)
Em cartaz: de 19 de agosto a 25 de setembro de 2026
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, exceto feriados.
Entrada gratuita
Hercule Florence percorreu mais de 13 mil km pelos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, documentando em textos e desenhos suas impressões sobre a paisagem, os povos indígenas, a fauna e a flora
Em meio ao agravamento da crise climática, ao desmatamento e às disputas em torno dos territórios tradicionais, o projeto "Langsdorff: A expedição fluvial 200 anos depois" lançou uma pergunta incontornável: o que foi feito do Brasil percorrido e documentado pela histórica viagem do Tietê à Amazônia?